A pesquisa que está revolucionando o Marketing

No século XVII, Shakespeare escreveu: "todo o mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores." Na década de 1960, a banda The Doors cantou "Come on baby light my fire" – “Venha baby, e acenda meu fogo”. Todos os dias, milhões de brasileiros se cumprimentam com um sorriso e dizem: “tudo joia”? O que essas frases famosas têm em comum?

Em cada caso, há uma metáfora poderosa trabalhando, pegando uma ideia complexa ou abstrata e embalando-a de uma maneira que expresse instantaneamente todos os significados importantes de uma forma simples, estimulante e de fácil memorização. Tudo joia? Sim, tudo é perfeito, como uma jóia, bela, digna de um rei!

Profissionais do Marketing e Publicidade estão descobrindo o poder das metáforas para executar sua função ao comunicar algo sobre uma marca ou produto. Enquanto marcas desgastadas lutam incessantemente para encontrar mais um atributo de seu produto que irá causar algum interesse temporário no consumidor, as marcas mais bem promovidas do mundo (incluindo Coca-Cola, Harley-Davidson, Brahma, Proctor & Gamble e Microsoft) estão estudando exatamente quais metáforas visuais e verbais ajudarão a explicar conceitos complexos ao consumidor, como “por que eu devo comprar esse produto?”, “como ele funciona?”, “como isso vai melhorar a minha vida?”, “como fará eu me sentir?”.

São nestas respostas que os consumidores estão interessados quando fazem uma compra e não em quantas cores o produto está disponível. Quando as metáforas corretas são utilizadas no marketing, o consumidor enxerga imediatamente um lugar para a marca ou o produto em suas vidas.

Por que as metáforas são tão poderosas?

A mente humana é “projetada” para pensar em metáforas em um nível inconsciente. De acordo com o Dr. Gerald Zaltman, professor da Universidade de Harvard, o pensamento metafórico é a base do processo mental. As metáforas determinam absolutamente tudo o que pensamos, dizemos, sentimos ou fazemos. Essa afirmação pode soar como uma surpresa, uma vez que poucos param para pensar conscientemente nas metáforas que usamos.

Elas acontecem naturalmente. Nós usamos de cinco a seis metáforas em uma conversação normal, e nunca paramos para pensar nisso. Mas essa é a verdadeira “mágica” das metáforas para o Marketing, o fato de que elas operam além do conhecimento da mente. Pesquisas sobre a mente humana conduzidas na década de 1990, provaram que 95% ou mais de nosso pensamento é inconsciente. As metáforas são capazes de transpor o nível superficial e o pensamento racional e atingir as áreas mais profundas, inconscientes e emocionais da mente, onde verdadeiramente formamos opiniões e tomamos decisões.

No entanto, empresas interessadas em utilizar metáforas e alcançar a mente inconsciente do consumidor precisam estar alertas. Algumas companhias tentam utilizar metáforas em suas estratégias de marketing e muitas vezes ativam acidentalmente associações negativas. É preciso realizar pesquisas meticulosas para entender a mente do consumidor e descobrir com precisão quais metáforas serão mais capazes de causar impacto positivo na percepção deles sobre a marca ou o produto.

Empresas que já se beneficiam no Brasil e no mundo com a técnica adequada de metáforas profundas atuam com insights que vão além das expectativas dos consumidores e identificação de metáforas adequadas para a marca ou produto. Os cenários revelados por meio da técnica de metáforas profundas proporcionam muito mais à condução do Marketing e gestão das empresas. Não raro, o retorno de uma pesquisa do gênero é norteador para o próprio negócio, revelando informações inéditas para o entendimento da marca, posicionamento e novas possibilidades de mercado.

A próxima vez que você estiver assistindo TV ou lendo uma revista, dê uma olhada nos anúncios e veja se você consegue perceber quais metáforas estão sendo usadas para “falar com o seu inconsciente”. E pense no que você poderia descobrir sobre a sua própria marca, mercado ou negócio.

Josiah Foster (Mestre em Antropologia pela Universidade do Estado da Pensilvânia (EUA), e participou da equipe do Dr. Gerald Zaltman para o desenvolvimento da técnica ZMET®, de Elicitação de Metáforas Profundas, na Universidade de Harvard. No Brasil, representa a técnica com exclusividade por meio da empresa Mindroads).

HSM Online

Não existem mais consumidores e sim pessoas

O mundo corporativo foi invadido, por mais uma onda de bárbaros! Independente se sua empresa tem 1000 ou 2000 funcionários, ou qual seu tipo de negócio. Os tiranos digitais, a voz das ruas, da imprensa, dos colaboradores é que sua empresa deve estar nas redes sociais. Algum articulista – eu – dirá que rede social é a ciência da reputação, um local onde existem pequenos grupos! Grandes mudanças! Porém você é um gestor baseado em fatos e não argumentos, e portanto questionará. Vivemos um novo modismo? Um novo jeito de inovar? Vivemos o choque de empresas do século XX, com as empresas do século XXI?

Acredite! Sim, o carro determinou a face do século XX com a poluição, estradas e megalópoles e no século XXI, a Inovação, com as Redes Sociais e a Tecnologia como inventores de novos paradigmas, estilos de vida e novas formas de fazer negócios. Um mundo, no qual você contratará um especialista em redes sociais – seja lá, o que isso signifique - e ele te montará um plano para sua empresa inovar em rede, preencher os elos ausentes entre as comunidades da sua empresa, criar interconexões e interações, facilitar laços interpessoais, sincronizar comportamentos, comunicar informações, interconectar pessoas, influenciar o espectro completo da discussão sobre gestão de conhecimento e gestão da inovação. Resumindo, sua empresa trabalhará em rede, nas redes, sem barreiras.

Confesse, você não imaginava que era tão fácil, né? Neste mesmo dia, um jovem de sua empresa dirá a você que as Redes Sociais têm um enorme poder formador de opinião e o consumidor deixou de aguardar a informação. Ele mesmo produz conteúdo. Entregará a você uma pesquisa que constatou que mais de 52% dos consumidores nas Redes Sociais já interagiram com marcas nestes ambientes e 80% das pessoas confiam em recomendações dos amigos.

Dirá que nas redes sociais mais de 70 milhões de brasileiros tiveram acesso à web em março deste ano, estando conectados em média 23 horas por mês e 79% participam de Redes Sociais e a utilizam por mais de 6 horas e 20 minutos por mês. Então você resolve se inscrever em uma conferência sobre redes sociais e um nobre palestrante dirá que vivemos a web 3.0, a web das coisas, a web das pessoas e seus um trilhão de aparelhinhos conectados à rede mundial.

Acabou a privacidade da sua empresa? A única coisa que deve ficar escondida é o último capitulo de Lost! Tudo novo, porém sem espaço para erros. Um mundo no qual um diretor de uma grande empresa faz uma brincadeira – de mau gosto – sobre futebol, para seus 100 seguidores no Twitter e no dia seguinte é demitido.

Você comprará um livro sobre Redes Sociais e de forma leve e simples, o autor irá dizer que redes sociais são cosmopolita, universalista, desapaixonada, apartidária, não sectária, não monopolizadora. Rede Social é o valor da diversidade. Rede Social é a arte da descentralização. Rede Social é coordenação na humanidade digital. Redes Sociais são confiança, reciprocidade e intensidade da conexão! E concluirá com sutileza, nas Redes Sociais as pessoas são seminômades um local onde “O espírito pioneiro se renova”. Confesse, simples não? Confesse, neste momento você já deve estar pensando – como não pensei nisto antes!

E para colocar mais uma pimentinha, o promissor trainee dirá que a abundância nas redes é a gratuidade, liberdade e seu poder criativo. Pronto, você acaba de decidir que simplesmente todas as pessoas na sua empresa poderão navegar como, quando e por onde desejar e isso não afetará a produtividade delas, muito pelo contrário.

Mesmo quando você ler na The Economist que a Nestlé, Starbucks, BMW e Oracle estão todos tentando descobrir se a despesa de pessoal de duas a três horas no Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter, e demais redes diariamente, aumenta o envolvimento com o cliente ou apenas é perda de tempo.

E a salada digital irá aumentar, quando seu colega de MBA, enviar um estudo do The Future Laboratory que aponta as novas escolhas dos consumidores “Potencialismo como novo modo de vida. Pessoas não constroem mais sua existência em torno de uma só carreira. O caminho é detectar múltiplas aptidões – e explorá-las. Pense em um publicitário-gourmet-esportista, um banqueiro-piloto, em uma editora-marchande-iogue.”

Pessoas que colocam a satisfação pessoal em primeiro lugar, são green tech, cansaram de viver enlatados e das redes de segurança, são os filhos dos boomers, e desejam desenvolver plenamente potencialidades, criatividades, interesses e novas visões de mundo.

Então, você perceberá que aquele mundo da comunicação de Bombardear o consumidor, cobertura total, acertar o target, Blitz, saturação, impacto é uma linguagem da segunda Guerra Mundial! Que não existem mais consumidores, e sim pessoas desejando resgatar as raridades do mundo que as redes sociais disponibilizam, como tempo, espaço e autonomia.

Aquele conceito antigo dos P’s que você tanto estudou mudou para P de Planeta, Pessoas e de Profit (lucro). E acrescentará os 4 C’s de conteúdo, colaboração, comunidade e comércio. Evidente que tem as ilhas das controvérsias, com sua sociedade vigiada, individualista, na qual o consumo exponencial de Viagra, Botox, Red Bull e Ipads nos trouxe a sociedade imediatista.

Que no império da idiocracia 1.5 milhão de pessoas seguem no Twitter um técnico de futebol, e apenas 13.000 o #forasarney. Mas tudo bem, um dia as pessoas perceberão que podem ser web-cidadãos também. Um mundo onde nós humanos somos as mídias.

São tantas quebras de modelos, que como disse sabiamente o sociólogo José de Souza Martim, vivemos um mundo onde a grande maioria está “Sobrevivendo mais do que vivendo. Sonhando mais do que fazendo. Imitando mais do que criando”

E para melhorar sua salada digital, seu departamento de marketing dirá que a empresa deve monitorar e analisar o que foi dito sobre a empresa nas principais redes sociais, além de blogs, fóruns, chats e traçar um panorama sobre as discussões e elaborar estratégias para promover um relacionamento mais próximo com o público, para encontrar novas oportunidades de negócios. Confesse novamente, fácil, muito fácil, né!

Além disso, a partir de hoje a empresa calculará o ROA (Return over Attetion) Retorno sobre a atenção de seus clientes e fará análises elaboradas de seis graus de separação e três graus de influência dos clientes. Por que não? E agora o site da sua empresa, terá Conteúdo Fixo, Conteúdo Interativo, Conteúdo Colaborativo e Jornalismo Colaborativo. Porque afinal de contas precisamos engajar os clientes. E serão quatro tipos de conteúdo. Se for melhor em vídeo, será em vídeo. Se for melhor em áudio, será em áudio. Se for melhor em foto, será em foto. Se for melhor em texto, será em texto.

E para completar a sua equipe de Tecnologia da Informação, liderará uma corrida para a inovação com computação natural e anglicismo para todos os gostos como - Global Marketplacet Talent, User Generation Content, Web Based Collaboration, Easy to Use Tools, Common Plataforms, Internet Distribuition, Hacker Spaces, Peer Prodution e Cloud Computing são essenciais para sua empresa atuar e prosperar no século XXI. Pode confessar, nunca aquela temporada divertida em Nova Iorque te ajudou tanto a entender as palavrinhas acima, não é? 

E o seu departamento de Recursos Humanos abrirá vagas para Nettweavers, Estrategista de Mídias Sociais e Evangelistas de redes sociais. Mas no final, você perceberá que isso não é nada novo! Que o ser humano nasceu em rede, Os reinos perdidos de Incas, Maias, Astecas, Persas, Egípcios acreditavam em redes sociais nas cidades e que um dia a humanidade teria suas cidades esplêndidas e sua cidades das nações.

Dirá ainda que sua empresa pode seguir o exemplo de nobres homens como Darwin, Pestalozzi, Verdi, Pasteur, Bach, Joana D’Arc, Sócrates, Colombo, Verne, JK, Beethoven, Victor Hugo, Isaac Newton, Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Gorbachev, Franscisco de Assis - fazedores e criadores de redes sociais que mudaram a forma como enxergamos o mundo. Ou seja, parafraseando Karl Max “Humanos de todo o mundo. Uni-vos. Não temos mais nada a perder a não ser o já é nosso.”  A inovação não é toda história, mas é uma grande história. Onde não podemos usar velhos mapas, para descobrir novas terras.

Boa viagem.

Gil Giardelli – Portal HSM : : http://br.hsmglobal.com/notas/57375-nao-existem-mais-consumidores-e-sim-pessoas

Descobrindo o mundo : : A Discovery Communications, dona do Discovery Channel, cresce fora dos Estados Unidos, estoura na bolsa e se destaca no mercado

Nos Estados Unidos, seu tamanho não impressiona. Com um faturamento anual na casa dos 3,5 bilhões de dólares, a Discovery Communications - dona do Discovery Channel, do TLC, do Animal Planet e de mais 20 canais de televisão a cabo ao redor do mundo - não chega a tirar o sono das grandes companhias americanas de comunicação, como CBS, Time Warner e News Corp. Mesmo assim, nunca se prestou tanta atenção na empresa sediada em Silver Spring, no estado de Maryland. Na contramão da concorrência, que assiste a um desolador cenário de fuga de anunciantes, a Discovery cresceu de forma consistente nos últimos três anos, exatamente o período mais difícil para o mercado. Suas ações mais que dobraram de preço na bolsa de Nova York desde 2007, num período em que as concorrentes perderam valor. Segundo uma pesquisa da revista americana Forbes, a Discovery transformou-se na segunda empresa mais admirada do setor de entretenimento, atrás apenas da Disney. Tudo isso levou o executivo Chase Carey, braço direito de Rupert Murdoch e vice-presidente operacional da News Corp., a dizer ao conselho da companhia que a trajetória da Discovery representa "um mapa" a ser seguido.

A era Zaslav

Apesar do faturamento bem menor que o das concorrentes, a Discovery desperta inveja com o crescimento dos lucros, principalmente fora dos Estados Unidos

O motivo do bom desempenho em um cenário adverso tem nome e sobrenome: David Zaslav. Ex-executivo da NBC, onde trabalhou por 17 anos, Zaslav assumiu o comando da Discovery em janeiro de 2007. Logo em seus primeiros meses no cargo, emplacou o programa de televisão a cabo mais assistido na história dos Estados Unidos, o Planet Earth (veiculado no Brasil como Planeta Terra), com mais de 100 milhões de telespectadores. Até aí, a sorte o ajudou - o programa tinha sido desenvolvido no ano anterior em parceria com a inglesa BBC. Sua contribuição propriamente dita se deu na renovação da audiência. "Temos canais muito fortes, mas outros de que ninguém ouviu falar", disse ele ao assumir o posto de presidente. As mudanças foram drásticas. O canal Discovery Wings, especializado em aviação, foi transformado no Military Channel, sobre as sun tos militares em geral - uma obsessão americana. O Discovery Home, para as donas de casa, virou Planet Green, o primeiro canal 24 horas do mundo especializado em assuntos de ecologia e sustentabilidade, e o Discovery Times, uma parceria com o jornal The New York Times, seguiu a febre dos seriados de crimes e investigação forense nos Estados Unidos e mudou para Investigation Discovery, com 24 horas por dia de programação sobre o tema. A principal carta, porém, ficou para 2011, quando a estrela maior da televisão americana, Oprah Winfrey, deixará seu programa diário na televisão aberta para comandar o próprio canal de TV a cabo, o Oprah Winfrey Network (OWN), uma parceria da apresentadora com a Discovery. "Zaslav rejuvenesceu a empresa e a elevou a um novo patamar", diz Bob Wright, seu ex-chefe na NBC e atual consultor de mídia na Lee Equity Partners.

O novo patamar veio, em larga medida, do sucesso fora dos Estados Unidos. Nada menos que 100 milhões de lares americanos já contam com acesso aos canais da empresa, e alguns deles, como o carro-chefe Discovery Channel, o feminino TLC e o Fit TV, são líderes incontestes em seus segmentos. Zaslav decidiu centrar esforços em países com uma penetração ainda incipiente de televisão a cabo - principalmente na América Latina (onde o maior destaque é o Brasil), no Leste Europeu e em alguns poucos países asiáticos. A ideia era ampliar primeiro a base de assinantes para, então, conseguir mais dinheiro de anunciantes. "Enquanto nos Estados Unidos a publicidade responde por metade das receitas, na América Latina e em outras partes do mundo os anúncios só correspondiam a 24% do faturamento", diz Enrique Martinez, vice-presidente responsável pela operação latino-americana. Segundo ele, a fatia já aumentou para 31%. Para conseguir impulsionar a empresa no mercado internacional, Zaslav modificou a estrutura de administração. Abandonou o modelo de um escritório por região e espalhou representações em cada país. Os executivos responsáveis pelos continentes, que antes se reportavam apenas ao presidente da Discovery Networks International, braço da empresa que cuida dos negócios no exterior, ganharam acesso direto a Zaslav. Foram também orientados a visitar cada país sob sua responsabilidade pelo menos uma vez por trimestre. Deu certo. Em três anos, os 178 países onde a Discovery atua quase quadruplicaram suas remessas de dinheiro para a matriz.

Um ponto que distingue Zaslav da maioria dos executivos de comunicação é seu ceticismo em relação à internet como negócio. Nos últimos anos, várias empresas do setor mergulharam de cabeça na rede - para só então se preocupar em saber como faturar com ela. Mesmo tendo investido quase 300 milhões de dólares na aquisição dos sites How Stuff Works, Tree Hugger e Pet Finder, a cúpula da Discovery não espera obter grandes receitas com eles. "Somos uma produtora de conteúdo e queremos estar em todas as plataformas, mas a internet ainda está em sua infância em muitos países. Preferimos manter o foco no coração de nosso negócio: os programas de televisão", diz Mark Hollinger, presidente da Discovery Networks International. Além de já produzir conteúdo e oferecer canais em HD em todos os países que contam com a tecnologia, a Discovery anunciou em janeiro uma parceria com a Sony e com a Imax para lançar, até o final do ano, o primeiro canal 100% em 3D do mundo, a princípio apenas nos Estados Unidos. A empresa pode ser pequena, mas não resta dúvida de que está conseguindo ser notável.

Fonte: Portal Exame : : http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0970/negocios-globais/descobrindo-mundo-567112.html?page=2

O consumo do futuro : : Alimentos funcionais, orgânicos e voltados à indulgência vão ganhar mais espaço nas prateleiras

Quem trabalha com o segmento de alimentação pode esperar grandes mudanças nos próximos anos. Os alimentos orgânicos e funcionais, as comidas destinadas à indulgência e os produtos feitos de maneira sustentável devem ganhar cada vez mais as prateleiras e o gosto do consumidor. Estas três tendências devem mudar a maneira como nos relacionamos com os alimentos. É hora de a indústria, o varejo e os restaurantes se prepararem.

Impulsionado pelo aumento das doenças cardiovasculares, pela maior longevidade e um estilo de vida sedentário, o consumidor dá cada vez mais importância para a relação entre comida e saúde. “Não comemos mais cenoura, comemos betacaroteno. É como se o corpo fosse uma máquina que precisa funcionar com determinados combustíveis”, afirma Livia Barbosa, diretora de pesquisa do Centro de Estudos de Propaganda e Marketing da ESPM, no 1° Seminário de Tendências do Consumo Contemporâneo promovido pela universidade.

Os números comprovam a análise. Não à toa o mercado de produtos funcionais tem crescido 20% ao ano no mundo. O principal público do segmento são as mulheres das classes A e B que gostam de esportes e atividades em contato com a natureza. Neste cenário, os produtos que ganharão evidência são os diet, os light, as bebidas energéticas, os alimentos integrais e os pouco processados, entre outros.

Outra tendência marcante de consumo, segundo Lívia, é a prioridade dada à origem dos produtos, tanto do ponto de vista de respeito ao meio ambiente como da relação de produção, tendo a agricultura familiar e o comércio justo (fair trade) preferência. “Os alimentos agora ganham também uma dimensão ética e moral. Compramos o simbolismo por trás dos produtos”, diz Livia. Ganham com isso os orgânicos. E eles têm mostrado sua força. Na Alemanha, 80% da comida para bebês já é feita com esse tipo de alimento.

A terceira tendência é tratar o alimento de forma lúdica, na busca por prazer. “É a ética do ‘eu mereço’ e da indulgência. O foco é no gosto, no exótico”, afirma Livia. Cervejas especiais, vinhos, queijos, especiarias orgânicas e azeites estão entre os produtos que se beneficiarão.

Para a diretora, o sucesso dos produtos no futuro estará em saber associar bem todas essas tendências. “As mercadorias que souberem agregá-las terão maior potencial de mercado”.

Além do supermercado

Essas mesmas tendências devem afetar também o mercado de food service (de refeições para consumo dentro e fora de casa). O segmento, que conta com cerca de 1,3 milhão de estabelecimentos no país e faturou em 2009 R$ 420 milhões por dia, serviu em média 60 milhões de refeições por dia no ano passado.

Enzo Donna, diretor da ECD, consultoria especializada no setor, prevê o aparecimento de novos elementos para dar conta dessas mudanças no mercado de refeições. “Os restaurantes deverão criar algo como o Livro do Fornecedor, no qual os clientes poderão consultar a lista de fornecedores do estabelecimento”, diz.

Para Donna, uma nova profissão também deve surgir, a de ouvidor. O profissional ficaria como responsável por ouvir as reclamações dos clientes e dar esclarecimentos sobre o estabelecimento. Para atender a busca pela indulgência, Donna aposta no cardápio digital. “Já existem restaurantes na América Latina que estão usando o cardápio eletrônico. Cheguei a ver um que mostrava as fotos dos pratos, indicava qual era a melhor bebida para acompanhá-lo e informava quais eram os ingredientes usados”. Nada mal esse novo mundo, não?

Vuvuzelas 'made in China' ameaçam chegar a campeonatos europeus

Os produtores chineses, que exportam cerca de 90% das cornetas para a África do Sul, apostam nos jogos na Europa para continuar aumentando seus lucros. Atualmente, no Reino Unido, uma vuvuzela é comprada a cada dois segundos e as vendas pela internet já cresceram 10 vezes

Os produtores chineses das vuvuzelas, que ficaram famosas na Copa do Mundo na África do Sul, reconheceram hoje que o Mundial gerou grandes lucros e confiam em repetir o sucesso vendendo mais destes instrumentos durantes os campeonatos europeus.

Calcula-se que 90% das vuvuzelas sejam importadas da China, mas sua popularização na Copa ameaça aumentar sua presença em todo o mundo. Segundo o jornal "China Daily", no Reino Unido uma nova vuvuzela é comprada a cada dois segundos, enquanto sites de compra pela Internet, como o Amazon, multiplicaram por dez as vendas do instrumento.

Espectadores, canais de televisão e até jogadores, como o capitão da seleção francesa, Patrice Evra, se queixaram do som irritante das vuvuzelas.

Mas a imprensa oficial chinesa se mostrou a favor delas, assegurando que "enriquecem as experiências dos torcedores na Copa do Mundo, criando maior participação".

Inclusive, segundo o jornal, há torcedores chineses que tocam o instrumento enquanto veem as partidas pela televisão, para sentir-se "como se estivessem no estádio".

Agência EFE

Copa das marcas : : interessante

Você sabe quais são as marcas da Copa do Mundo?

http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2010

Em post recente já comentamos sobre a briga das marcas pela atenção do público durante a Copa do Mundo. Alguns investiram milhões no patrocínio a seleções ou ao torneio. Outros tentam estar no jogo de outra maneira, já que não podem usar nenhuma propriedade oficial. Com tanta gente neste jogo, quem vem marcando gols e quem vem passando desapercebido?

No Brasil, a Predicta, empresa especializada em monitar e planejar investimentos de publicidade online, criou o site www.copadasmarcas.com.br está analisando diariamente os tweets postados pelo público para mensurar a percepção das pessoas com relação às empresas e ou produtos durante o período da competição.

Foram criados três rankings: “Mais Amadas”, “Mais Populares” e “Share of Voice”. Até o dia 18 de junho, foram analisados mais de 74 mil mensagens postadas no Twitter e a marca “mais amada” é a Visa, com a Coca-Cola em segundo, depois vem Brahma, Adidas e Nike. O cálculo, neste caso, é feito pela soma dos comentários positivos e neutros, menos os negativos, dividido pelo total de “tuítes”.

No segundo caso, sempre de acordo com metodologia criada pela Predicta, a lista traz as marcas mais comentadas positivamente dividido pelo total de “tuítes” da marca e, até o momento, a Seara é a líder, seguida por Volkswagen, Vivo e Sony. No Share of Voice, o objetivo é medir a penetração das marcas nas conversas, para isso divide-se o número total de “tuítes” da marca, pelo número total de todas as marcas. Coca-Cola, Sony, Nike e McDonald’s são os quatro primeiros neste quesito.

E no Reino Unido uma pesquisa realizada pela empresa Echo Research com 1005 adultos revelou que os torcedores também não sabem identificar quem são os oito patrocinadores oficiais da Copa do Mundo Fifa (Coca-Cola, McDonald’s, Hyundai, Sony, Visa, Adidas, Emirates e Budweiser, ou Brahma para o mercado brasileiro).

A Coca-Cola foi a única a ser reconhecida por mais da metade dos entrevistados (57%) e a Hyundai é a que tem o pior desempenho (10%). A Nike esteve nas respostas de 30%, sendo que a sua rival Adidas, que seria a resposta correta, teve 29%. E quando perguntados porque estas empresa estão patrocinando uma Copa do Mundo, 81% das pessoas disseram que a justificativa está na exposição na mídia e apenas 13% no comprometimento com o esporte e seus fãs.

Ou seja, no mundo todo, não basta simplesmente abrir os cofres e patrocinar. Precisa ativar.

Posicionamento, nova marca, campanha para Aupex Ensino Superior

Trabalhos desenvolvidos para a Aupex Ensino Superior.

Foi pesquisado e trabalhado o conceito/posicionamento “Ensino para vencer, com tempo para viver” com sua representação no slogan Aupex, Você Superior.

A campanha utilizou internet, email marketing, anúncios em jornais da região, folhetos,  outdoor, vídeo com apresentação institucional, televisão e placas.

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